Esperamos que tenham gostado de ler o artigo que introduz os Princípios do Comércio Justo. Se ainda não leu esse artigo, poderá fazê-lo aqui.

Como prometido, aqui estão mais alguns dos princípios que esta organização defende que devem ser aplicados para que se consigam alcançar práticas comerciais mais justas.

 

Princípio Três: Práticas Comerciais Justas

Todos os negócios têm de ser feitos com preocupações sobre o bem-estar social, económico e ambiental dos pequenos produtores e não maximizar o lucro às suas custas.

A organização trabalha para cumprir o seu compromisso de forma responsável, da mesma forma que os fornecedores terão de respeitar os contratos e as condições acordadas – tempos de entrega, qualidade e especificações.

Os clientes de comércio Justo têm também linhas orientadoras a cumprir para respeitar os desafios financeiros que os pequenos produtores enfrentam.

Para além do comércio em si, é importante também reconhecer, promover e proteger a identidade cultural e os ofícios tradicionais patentes no trabalho dos produtores.

 

Princípio Quatro: Pagamento Justo

Isto significa um preço que é acordado por ambas a partes através do diálogo e participação – um preço que proporcione um pagamento justo aos fornecedores e que possa também ser sustentado pelo mercado.

Pagamento justo considera o contexto local e o que os produtores acreditam ser justo e também respeita o princípio de pagamento igual entre homens e mulheres.

 

Princípio Cinco: Não ao Trabalho Infantil, Não ao Trabalho Forçado

Não deveria ser necessário explicar este ponto, mas iremos fazê-lo na mesma. Significa que deverão sempre ser cumpridos os Direitos Universais da Criança das Nações Unidas, bem como as leis locais sobre o emprego de crianças. Deverá assegurar também que não existe trabalho forçado.

Qualquer envolvimento de crianças na produção de produtos de Comércio Justo (incluindo a aprendizagem de ofícios tradicionais) é sempre monitorizada e não poderá nunca afectar o bem-estar, segurança, educação e necessidade de brincar da criança.

 

Princípio Seis: Não à Descriminação, Igualdade de Género, Liberdade de Associativismo

Este princípio assegura que durante a contratação, remuneração, acesso a formação, promoção, reforma não poderá sofrer de qualquer discriminação de raça, casta, nacionalidade, religião, deficiência, género, orientação sexual, afliação em associação, afiliação política, estatuto HIV ou idade.

Significa também que as mulheres deverão ter (tanto quanto os homens) acesso aos recursos de que necessitam para serem produtivas e deverão ser estimuladas para assumir posições de liderança.

 

Continuamos a falar sobre este tema no próximo artigo.
O link directo é aqui.

Imagens: wfto.org

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